Antes, até a década de 1970, para os brasileiros, sobretudo depois do lançamento da revista “Homem” - que era uma versão da Playboy norte-americana -, havia uma diferença clara entre as mulheres do nosso país daquelas da grande potência capitalista mundial: aqui, valorizava-se a bunda e lá, os seios. Pronto, era isso.
Nos anos 1980, houve o fenômeno Roberta Close - capa, não por caso, de um livro chamado “O que é pós-modernismo” (Editora Brasiliense) -, um travesti, que apareceu várias vezes na Playboy brasileira (a antiga “Homem”) e fez “escola”, na medida em que muitas mulheres copiavam o seu estilo na época. Foi uma confusão na mentalidade machista brasileira. Desde então, o travesti, com hormônios e o uso de silicone, passou a se parecer cada mais mais com uma bela mulher.
As coisas mudaram depois disto. As mulheres, não só as brasileiras, começaram a utilizar o silicone. No nosso caso, foi uma mudança significativa, afinal, antes, normalmente, “elas tinham bunda, mas peitos pequenos”. Com o silicone, acabou esta história. Quem quiser pode ter peito e bunda.
É natural ou não? Quem se importa? A frase “os peitos são meus sim, pois foi eu que comprei” passou a ser comum e demonstrava a falta de constrangimento das mulheres. As revistas masculinas ainda contavam com a ajuda do Photoshop e outros recursos tecnológicos.
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