Em “Two and Half Men”, Charlie Harper, com medo de que poucas pessoas iriam ao seu velório, pede ao seu irmão que cuide para que o “evento” seja “open bar”. Uma idéia que contradiz a concepção ocidental de morte - dor, tristeza e perda.
A impressão é que nós, ocidentais, estamos mais preocupados em como vamos ficar sem aquela pessoa do que com o direito dela de deixar de existir. Basicamente, não abandonamos a noção de propriedade nem na morte: a “minha” empresa, o “meu” carro ou a “minha” esposa. É estranho, pois a morte deveria servir exatamente para lembrar que não temos propriedades. Nem aquilo que é mais óbvio - o corpo - pertence ao indivíduo.
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